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Letícia Ricardi JulianiPsicóloga · CRP 06/229645

Como é a primeira sessão de psicoterapia

Quem nunca fez terapia costuma chegar com a mesma dúvida: e se eu não souber o que falar? A resposta é mais simples do que parece, e tira boa parte do peso da primeira ida.

Letícia Ricardi JulianiCRP 06/2296454 min de leitura
Duas poltronas claras frente a frente numa sala de atendimento, com uma porta entreaberta ao fundo

A dúvida mais comum de quem vai marcar a primeira sessão não é sobre preço nem sobre horário. É esta: "e se eu travar?".

Vale começar pelo alívio: travar é permitido. Não existe roteiro a cumprir, não existe forma certa de contar a sua história e você não precisa chegar com o problema já organizado. Se estivesse organizado, provavelmente você não precisaria de terapia.

O que acontece na primeira ida

A primeira sessão serve para duas coisas ao mesmo tempo. Você conta o que trouxe você até ali, no ritmo que conseguir. E os dois avaliam se faz sentido seguir juntos.

Na prática, costuma acontecer assim:

  • Você fala sobre o momento atual e sobre o que incomoda.
  • Eu faço perguntas para entender o contexto, não para preencher formulário.
  • Conversamos sobre como funciona o atendimento: frequência, duração, sigilo e combinações práticas.
  • Você tem espaço para perguntar o que quiser sobre o processo.

A sessão dura cerca de cinquenta minutos. Na maioria dos casos, a frequência inicial é semanal, porque a continuidade é o que permite que o trabalho ganhe profundidade.

Sobre o sigilo

Tudo o que é dito em sessão é protegido por sigilo profissional, previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo. Isso não é uma cortesia, é uma obrigação da profissão, e existe justamente para que você possa falar sem calcular o que pode ou não ser dito.

O sigilo não é uma formalidade do começo. É a condição que torna o resto possível.

Não sei se meu problema é grande o bastante

Esse pensamento aparece muito, e costuma vir junto com a ideia de que terapia é para casos graves. Não é. Muita gente chega sem um motivo único e definido, apenas com a sensação de que algo não anda bem.

Isso basta. A clareza sobre o motivo é frequentemente resultado do processo, não requisito para começar.

E se eu não gostar

Você não está assinando nada. A relação terapêutica depende de uma sensação de segurança que não se decide na razão, e nem toda dupla funciona. Se, depois das primeiras sessões, você perceber que não é ali, isso pode e deve ser dito em voz alta. Falar sobre isso já faz parte do trabalho.

Como marcar

O atendimento é presencial, no consultório no Jardim Estoril, em Bauru, de segunda a sexta. Você escolhe um dia e um horário no formulário do site, eu recebo o pedido e confirmo com você pelo WhatsApp.

Se a sessão for para uma criança ou um adolescente, a página de atendimento infantil explica como o começo funciona nesses casos.